Paróquia São José do Jardim Europa

Notícias › 05/02/2019

Oitocentos anos depois, um novo abraço e um compromisso com a paz

Oitocentos anos depois do encontro entre Francisco de Assis e o sultão al-Malik al-Kāmil, o Papa que leva o nome do santo de Assis apresenta-se aos “irmãos muçulmanos” como um “cristão sedento de paz”. E, juntamente com o Grande Imame de Al-Azhar, assina uma Declaração destinada a marcar não só a história das relações entre o Cristianismo e o Islã, mas também a própria história do mundo islâmico. O Papa Francisco, inventor da expressão “guerra mundial em pedaços”, com esta viagem e este gesto se insere no caminho traçado pelos seus antecessores, dando um passo a mais.

Também São João Paulo II, a partir do encontro de Assis em 1986 – quando sobre o mundo pairava a ameaça nuclear que, infelizmente, se pressente hoje – envolveu líderes religiosos para reafirmar que as diferentes religiões devem promover a paz, a coexistência, a fraternidade. Depois de 11 de setembro de 2001, quando o fundamentalismo terrorista voltou à cena internacional de forma violenta, o ancião Pontífice polonês fez todos os esforços para extirpar justificações religiosas ao abuso do nome de Deus para justificar a violência, o terrorismo e a morte de homens, mulheres e crianças inocentes.

Bento XVI também percorreu o mesmo caminho ao longo de todo o seu pontificado. Em setembro de 2006, Papa Ratzinger disse aos líderes dos países muçulmanos: “É necessário que, fiéis aos ensinamentos das suas próprias tradições religiosas, cristãos e muçulmanos devem aprender a trabalhar juntos, como já se verifica em diversas experiências comuns, para evitar qualquer forma de intolerância e se opor a todas as manifestações de violência”.

Hoje, o Papa Francisco assina um documento no qual não só se rejeita firmemente qualquer justificação para a violência cometida em nome de Deus, mas são feitas declarações importantes e vinculativas sobre o Islã e certas interpretações do mesmo. As palavras relativas ao respeito pelos fiéis de diferentes religiões, à condenação de toda e qualquer discriminação, à necessidade de proteger todos os locais de culto e ao direito à liberdade religiosa, bem como ao reconhecimento dos direitos das mulheres, constituem um empenho.

Significativa é também a ênfase de uma das raízes mais profundas do terrorismo niilista, que deriva de interpretações errôneas de textos religiosos, mas também de uma “deterioração da ética, que condiciona a ação internacional, e um enfraquecimento dos valores espirituais e do senso de responsabilidade”. Tais elementos favorecem a frustração e o desespero, “levando muitos a cair no turbilhão do extremismo ateu e agnóstico, ou no fundamentalismo religioso, extremismo e fundamentalismo cego”.

Ocidente e Oriente, fiéis de diferentes religiões que se reconhecem como irmãos – declaram o Bispo de Roma e o Grande Imame de Al-Azhar – podem ajudar-se mutuamente na tentativa de evitar que a guerra mundial em pedaços se deflagre em todo o seu poder destrutivo.

Via Oitocentos anos depois do encontro entre Francisco de Assis e o sultão al-Malik al-Kāmil, o Papa que leva o nome do santo de Assis apresenta-se aos “irmãos muçulmanos” como um “cristão sedento de paz”. E, juntamente com o Grande Imame de Al-Azhar, assina uma Declaração destinada a marcar não só a história das relações entre o Cristianismo e o Islã, mas também a própria história do mundo islâmico. O Papa Francisco, inventor da expressão “guerra mundial em pedaços”, com esta viagem e este gesto se insere no caminho traçado pelos seus antecessores, dando um passo a mais.

Também São João Paulo II, a partir do encontro de Assis em 1986 – quando sobre o mundo pairava a ameaça nuclear que, infelizmente, se pressente hoje – envolveu líderes religiosos para reafirmar que as diferentes religiões devem promover a paz, a coexistência, a fraternidade. Depois de 11 de setembro de 2001, quando o fundamentalismo terrorista voltou à cena internacional de forma violenta, o ancião Pontífice polonês fez todos os esforços para extirpar justificações religiosas ao abuso do nome de Deus para justificar a violência, o terrorismo e a morte de homens, mulheres e crianças inocentes.

Bento XVI também percorreu o mesmo caminho ao longo de todo o seu pontificado. Em setembro de 2006, Papa Ratzinger disse aos líderes dos países muçulmanos: “É necessário que, fiéis aos ensinamentos das suas próprias tradições religiosas, cristãos e muçulmanos devem aprender a trabalhar juntos, como já se verifica em diversas experiências comuns, para evitar qualquer forma de intolerância e se opor a todas as manifestações de violência”.

Hoje, o Papa Francisco assina um documento no qual não só se rejeita firmemente qualquer justificação para a violência cometida em nome de Deus, mas são feitas declarações importantes e vinculativas sobre o Islã e certas interpretações do mesmo. As palavras relativas ao respeito pelos fiéis de diferentes religiões, à condenação de toda e qualquer discriminação, à necessidade de proteger todos os locais de culto e ao direito à liberdade religiosa, bem como ao reconhecimento dos direitos das mulheres, constituem um empenho.

Significativa é também a ênfase de uma das raízes mais profundas do terrorismo niilista, que deriva de interpretações errôneas de textos religiosos, mas também de uma “deterioração da ética, que condiciona a ação internacional, e um enfraquecimento dos valores espirituais e do senso de responsabilidade”. Tais elementos favorecem a frustração e o desespero, “levando muitos a cair no turbilhão do extremismo ateu e agnóstico, ou no fundamentalismo religioso, extremismo e fundamentalismo cego”.

Ocidente e Oriente, fiéis de diferentes religiões que se reconhecem como irmãos – declaram o Bispo de Roma e o Grande Imame de Al-Azhar – podem ajudar-se mutuamente na tentativa de evitar que a guerra mundial em pedaços se deflagre em todo o seu poder destrutivo.

Via Vatican News

Download WordPress Themes
Free Download WordPress Themes
Download Nulled WordPress Themes
Download Best WordPress Themes Free Download
udemy free download
download coolpad firmware
Download Nulled WordPress Themes
download udemy paid course for free

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.