Paróquia São José do Jardim Europa

Artigos › 11/10/2019

Não, a velhice não é um naufrágio!

senior-woman-and-man

A velhice é a idade dos despojamentos: a pessoa vai se retirando gradualmente da vida chamada “ativa”, deixando para os mais jovens algumas responsabilidades que costumava gostar de assumir. Aos poucos é preciso admitir que somos limitados e que os anos fizeram com que nossos limites se tornassem mais visíveis. Por fim, perdemos um pouco nossa independência.

Começamos a ver ao nosso redor as pessoas que vão partindo – o cônjuge, amigos, irmãos e irmãs. Muitas vezes nos sentimos excluídos, rejeitados de um mundo onde a lucratividade prevalece, temos medo da morte, que se torna uma realidade muito próxima.

É também o tempo das lembranças – às vezes expressas como amargos arrependimentos, outras vezes em ação de graças. Algumas pessoas vivem a triste experiência de achar que perderam as suas vidas; outros carregam feridas dolorosas, geralmente o peso de perdões que não puderam ser trocados, erros que pensam ser irreparáveis. Mas muitos também podem ver, mesmo através das provações, tudo o que foi bom e belo em suas vidas, tudo o que lhes foi oferecido como um presente de Deus.

Se tomamos apenas o olhar humano, envelhecer não faz muito sentido, e todos os limites que nascem com a velhice parecem um mal a suprimir ou sofrer. Mas o Evangelho nos convida a converter nosso olhar. A palavra de Jesus: “Bem-aventurados os pobres”, também se aplica a todos aqueles que já não gozam de de sua força física, memória ou independência. Foi o que fez Santa Teresa do Menino Jesus, esmagada pela doença, dizer: “Sentimos uma paz tão grande de ser absolutamente pobres, de contar apenas com o bom Deus!”

A velhice é a hora da promessa

A esperança, que nos faz desejar como nossa felicidade o Reino dos Céus e a vida eterna, depende somente de Deus. Quanto mais sentimos nossa força nos deixar, mais somos levados – se quisermos – a depositar toda a nossa confiança em Deus, especialmente com a aproximação da morte. “Não é à toa que nos retraímos ao pensar na morte, porque é nesse momento que percebemos a condição humana marcada pelo pecado, algo de obscuro que geralmente nos entristece e nos assusta”, afirmou São João Paulo II. Mas “em Cristo, essa realidade dramática e avassaladora da morte é redimida e transformada, e ela começa a parecer uma “irmã que nos leva aos braços do Pai”, acrescentou.

Vemos se aproximar o momento de plena maturidade, aquele pelo qual todos fomos feitos e que alcançaremos após a morte. “Esses anos devem ser vividos com o coração cheio de fé, e abandonado nas mãos de Deus Pai e de sua imensa providência e misericórdia. É um período que pode e deve ser empregado de maneira criativa, para o aprofundamento da sua vida espiritual, orando com mais intensidade e dedicando-se a seus irmãos na caridade”, disse São João Paulo II.

Essa doação pode parecer pobre ou escondida – começando por exemplo com a oferta de seus limites – mas a fecundidade de uma vida não é medida pelas aparências. Para dar frutos, a única condição é aderir de todo o coração a Cristo, como o ramo está ligado à videira. Independentemente de nossa idade e de nossas fraquezas: apenas nosso “sim” ao amor de Deus conta, aqui e agora.

Por Christine Ponsard, via Aleteia

Download Best WordPress Themes Free Download
Download WordPress Themes
Premium WordPress Themes Download
Download WordPress Themes
free download udemy course
download samsung firmware
Free Download WordPress Themes
free download udemy paid course

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.