Paróquia São José do Jardim Europa

 

De 11 de julho a 22 de agosto de 2021

 

“Não vos esqueçais: participar na Missa é viver, mais uma vez, a paixão e morte redentora do Senhor”

Papa Francisco, Catequese de 8 de novembro de 2017

A Missa tem valor inestimável. É nesse mistério de fé que o povo de Deus alimenta-se do Corpo e Sangue de Jesus, pois a “Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, a atualização e a oferta sacramental de Seu único sacrifício na liturgia da Igreja, que é o corpo dele” (Catecismo da Igreja Católica, n.1362). O Papa João Paulo II, no início da sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia afirmou que “a Igreja vive da Eucaristia”, assim, toda nossa atenção e interioridade a tudo que compõem o antes, o durante e o depois da Missa são essenciais para uma plena participação. Vejamos pontos importantes para participar bem da Celebração Eucarística:

 

 

Cremos que “o Nosso Salvador, na última Ceia, instituiu o sacrifício eucarístico do Seu Corpo e Sangue, com o fim de perpetuar através dos séculos, até à Sua vinda, o sacrifício da cruz e, deste modo, confiar à Igreja, Sua amada Esposa, o memorial da Sua Morte e Ressurreição” (Instrução Geral do Missal Romano, n.2).

Ter fé no que se celebra é fundamental, pois acreditamos com toda a Igreja no único e eterno sacrifício de amor de Jesus Cristo celebrado na Missa, com a certeza de que “a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé” (CIC. 1327). Nisto, não basta somente ser batizado e estar inserido na Igreja, mas também é preciso que creiamos no que celebramos em cada Liturgia.

É necessária uma preparação em todos os sentidos para participar bem do momento ápice que é a Missa. Lucas 22,7-13 narra que Jesus mandou preparar uma grande sala quando ia celebrar com Seus discípulos a ceia pascal em que instituiu o sacrifício do Seu Corpo e Sangue. Sobre essa passagem bíblica que mostra toda uma preparação, “a Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem, estabelecendo como preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos para a celebração da Santíssima Eucaristia” (IGMR, n.1).

Dessa forma, diante do grande mistério de amor que se apresenta a nós na Missa, devemos preparar o nosso coração com antecedência, para bem vivê-lo. Já bem antes da celebração, é importante tentar administrar as possíveis agitações interiores, as preocupações vãs, as ansiedades, as confusões e tudo o que é secundário em relação ao essencial, que será a Celebração Eucarística.

A Missa é central para o católico, e todos devem direcionar-se com disposição e liberdade a este momento. Ir por simples obrigação à Missa é privar-se dos vários benefícios que ela proporciona, porque Deus espera de nós atos de amor e fé, e não só uma presença preceitual, que também deve ser observada. Na Celebração da Missa, centro de toda vida cristã, encontra-se o ápice da ação pela qual Deus santifica o mundo em Cristo, e o culto que os homens oferecem ao Pai por adorar o Filho Jesus. (Cf. IGMR, n.16). Portanto, precisamos alimentar nossa disposição para estarmos na Missa e participarmos bem dela com tudo o que somos, e prestarmos o culto ao Pai no Filho com alegria e gratidão.

A Igreja ensina que “os gestos e posições do corpo tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do ‘povo’ devem contribuir para que toda a celebração resplandeça pelo decoro e nobre simplicidade, compreenda-se a verdadeira e plena significação de suas diversas partes, e se favoreça a participação de todos” (IGMR, n. 42).

É imprescindível que o nosso corpo, mente e coração estejam em conformidade com o que se está celebrando. Que a visão esteja focada no altar e no sacerdote; que a audição absorva os sons que ajudam a vivenciar o mistério celebrado; e que até o tato não desvie nossa atenção ao utilizar objetos que não estão relacionados ao momento Eucarístico. Que todo o nosso ser esteja voltado para a Liturgia celebrada. Que toda nossa postura seja adequada à sacralidade da Missa.

Tudo isso para que todos formem um só corpo, quer ouvindo a Palavra de Deus, quer participando nas orações e no canto. Pois essa é uma unidade que se manifesta em beleza nos gestos e atitudes corporais que os fiéis observam todos juntamente. (Cf. IGMR, n.96).

Antes do início da celebração, é louvável observar o silêncio na Igreja, na sacristia e nos lugares mais próximos, para que assim haja uma devida preparação para celebrar, devota e dignamente, os ritos sagrados. Na Missa, deve-se guardar nos momentos próprios, o silêncio sagrado como parte da celebração, em que, no ato penitencial e ao convite à oração, o silêncio destina-se ao recolhimento interior; nas leituras e homilia, o silêncio é para uma breve meditação sobre o que se ouviu; e depois da comunhão, o silêncio favorece a oração interior de louvor e ação de graças. (Cf. IGMR, n. 45).

É importante que toda a assembleia, povo de Deus, participe integralmente da Missa, observando cada parte que são: os ritos iniciais, a liturgia da palavra, a liturgia Eucarística e o rito de conclusão. Outro ponto é ter a clareza do Tempo Litúrgico que a Igreja está celebrando, que são os ciclos do Tempo Comum, Advento, Natal, Quaresma e Páscoa.

Com isso, a realização litúrgica da Missa, por meio de sinais sensíveis, que alimenta, fortalece e exprime a fé, deve suscitar em cada pessoa o desejo intenso de participar ativa e plenamente. Pois, “pela Celebração Eucarística, já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos” (CIC. 1326).

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