Paróquia São José do Jardim Europa

Notícias › 11/06/2019

Documento do Vaticano sobre “gender”: sim ao diálogo sobre estudos, não à ideologia

Foi publicado na segunda-feira o novo documento da Congregação para a Educação Católica Homem e Mulher os criou. Para uma via de diálogo sobre a questão de “gender” na educação.

Segundo o Prof. Roberto Zappalà, diretor do Instituto Gonzaga de Milão esse documento se apresentada como uma valiosa contribuição adicional de reflexão (que vai se acrescentar a outros elaborados em precedência) útil para “orientar e apoiar os envolvidos na educação das novas gerações” (n. 5). O foco do documento é certamente sobre uma das “questões mais debatidas sobre a sexualidade humana hoje”, a questão do “gender” na educação, como já mencionado no título. No entanto, a reflexão articulada no documento assume um âmbito mais amplo: a “emergência educativa”, que enfrentamos e que nasce de uma sociedade e de uma cultura cada vez mais pobres em evidência e valores compartilhados, parece agora unir tantos jovens em formação como os adultos que devem educá-los na mesma percepção de viver como “abalados pelas ondas e levados aqui e ali por qualquer vento de doutrina” (Ef/4, 14). Esta emergência denota – nas palavras do Papa Bento XVI – uma verdadeira “carência antropológica”, que tende a nos fazer esquecer que a pessoa humana “é um ser integral e não uma soma de elementos que podem ser isolados e manipulados segundo à própria vontade”.

Diante dessa carência antropológica que determina a “desorientação antropológica que caracteriza difusamente o clima cultural de nosso tempo” (n. 1), a Igreja, com este novo documento, assume e convida a assumir uma atitude de escuta, de reflexão e de proposta para “empreender a via do diálogo sobre a questão do “gender” na educação” (n. 6). E é precisamente por esta razão que o documento está dividido em três seções: Ouvir nºs 8-23; Refletir, nºs 24-29; Propor, nºs 30-51:

– Ouvir “do perfil histórico, dos pontos de encontro e das críticas na questão do “gender” (n. 24), bem como da “partilha e apreciável exigência de lutar contra qualquer expressão de injusta discriminação”(n. 15);

– Reflexão crítica sobre os aspectos da “liquidez e fluidez pós-moderna” (n. 19)subordinados à ideologia do “gender” que levam a propor, em nível antropológico, “uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferença biológica entre masculino e feminino. A identidade humana é entregue a uma opção individualista, mutável com o tempo, expressão do modo de pensar e agir, hoje difundido, que confunde “a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir” (n. 22);

– Proposta de um cuidadoso discernimento sobre a verdade da pessoa e sobre o significado da sexualidade humana, através de uma clarificação antropológica que tem o seu núcleo naquela “ecologia humana que procura o reconhecimento da dignidade peculiar do ser humano”. Dignidade que o homem mesmo “deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece”. (n. 30). E é à luz desta ecologia humana que a mulher e o homem podem “aprender […] qual é o significado do corpo em toda a verdade original da masculinidade e da feminilidade; para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que é diferente […], e enriquecer-se mutuamente “(n. 35).

Nesta antropologia relacional emergem traços fundamentais da antropologia cristã da pessoa, que reconhece “o significado da sexualidade de discriminação e de violência, precisamente porque aprenderam a reconhecer as igualdades das pessoas, não negando, mas sim respeitando e valorizando as suas diferenças .

Da leitura global deste novo documento da Congregação para a Educação Católica emerge claramente que a Igreja olha para a “questão do ‘gender’ na educação” na perspectiva mais ampla do comum compromisso de construir uma convivência social que, como já auspiciara o Concílio, sempre mais “respeite a dignidade, a liberdade e os direitos das pessoas”. E é precisamente na perspectiva deste compromisso comum que a Igreja deseja não só abrir “uma via de diálogo”, mas também tornar-se um “espaço de diálogo” com as instituições culturais, sociais, políticas e com todos os homens, mesmo com aqueles que não partilham a fé cristã, mas “têm o culto de altos valores humanos.

Neste diálogo, a Igreja participa com a convicção de que cada interlocutor “tem algo de bom a dizer” e que, portanto, é necessário “dar espaço ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo”. E precisamente por isso, como “perita em humanidade”, a Igreja quer oferecer a todos “o que possui por si mesma: uma visão global do homem e da humanidade”, convencida de que só um diálogo aberto e respeitoso, enfrentado sem medo nem radicalismo ideológico, pode contribuir verdadeiramente para uma compreensão mais profunda da sexualidade humana.

Via Vatican News

Free Download WordPress Themes
Download Nulled WordPress Themes
Download WordPress Themes Free
Premium WordPress Themes Download
lynda course free download
download lava firmware
Download WordPress Themes Free
udemy free download

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.