Paróquia São José do Jardim Europa

Notícias › 15/01/2018

Dia do Migrante: pecado é renunciar ao encontro com o outro, afirma o Papa

Migrantes e refugiados de 49 países participaram da missa celebrada na manhã de domingo (14/01) pelo Papa Francisco na Basílica Vaticana, no Dia Mundial dedicado a eles.

Entre os nove mil fiéis presentes, de vários ritos, havia indianos, ucranianos, cabo-verdianos, filipinos, sírios, congoleses, mexicanos, brasileiros, entre outros. A celebração foi animada pelo coral “Hope” de Turim, que nesta ocasião foi integrado por vários migrantes.

Na homilia, o Pontífice citou o Evangelho do dia, em que  os dois discípulos de João perguntam a Jesus: “Onde moras?”, deixando a entender que da resposta a esta pergunta depende o seu juízo acerca do mestre de Nazaré. A resposta de Jesus: “Vinde ver!” abre a um encontro pessoal, que inclui um tempo adequado para acolher, conhecer e reconhecer o outro.

“O seu convite ‘Vinde ver!’ é hoje dirigido a todos nós, comunidades locais e recém-chegados. É um convite a superar os nossos medos para poder ir ao encontro do outro, para o acolher, conhecer e reconhecer. É um convite que oferece a oportunidade de se fazer próximo do outro para ver onde e como vive”, disse o Papa.

 No mundo de hoje, prosseguiu, para os recém-chegados, acolher, conhecer e reconhecer significa conhecer e respeitar as leis, a cultura e as tradições dos países em que são acolhidos. Para as comunidades locais, acolher, conhecer e reconhecer significa abrir-se à riqueza da diversidade sem preconceitos, compreender as potencialidades e as esperanças dos recém-chegados, bem como a sua vulnerabilidade e os seus temores.

Todavia, recordou Francisco, o encontro autêntico com o outro não termina no acolhimento, mas compromete em outras três ações evidenciadas na Mensagem para este Dia: proteger, promover e integrar.

O Papa admite que não é fácil entrar numa cultura alheia. “E assim renunciamos com frequência ao encontro com o outro e erguemos muros para nos defendermos.”

As comunidades locais, por vezes, têm medo que os recém-chegados perturbem a ordem constituída, “roubem” algo daquilo que se construiu com tanto esforço. Os recém-chegados também têm medos: receiam o confronto, o juízo, a discriminação, o fracasso.

Estes medos são legítimos, fundados em dúvidas plenamente compreensíveis de um ponto de vista humano. “Ter dúvidas e receios não é um pecado”, disse Francisco. O pecado é outro:

“O pecado é deixar que estes medos determinem as nossas respostas, condicionem as nossas escolhas, comprometam o respeito e a generosidade, alimentem o ódio e a recusa. O pecado é renunciar ao encontro com o outro, com o diverso, com o próximo, que de fato é uma ocasião privilegiada de encontro com o Senhor. ”

A nossa oração de hoje, finalizou Francisco, brota deste encontro com Jesus presente no refugiado e no requerente de asilo. É uma oração recíproca: migrantes e refugiados oram pelas comunidades locais, e as comunidades locais oram pelos recém-chegados e pelos migrantes de mais longa permanência.

“À materna intercessão de Maria Santíssima confiamos as esperanças de todos os migrantes e refugiados do mundo e as aspirações das comunidades que os acolhem, para que aprendamos todos a amar o outro, o estrangeiro, como amamos a nós mesmos.”

Por Vatican News

Free Download WordPress Themes
Premium WordPress Themes Download
Download Best WordPress Themes Free Download
Premium WordPress Themes Download
free online course
download mobile firmware
Download Premium WordPress Themes Free
free online course

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.