Paróquia São José do Jardim Europa

Artigos › 09/10/2018

Como fazer da santidade um caminho de felicidade?

A mais elevada vocação do ser humano é viver em espírito de santidade, ou seja, guiar a própria existência segundo o Espírito de Deus, de acordo com suas inspirações. A vocação à santidade é, então, um chamado a integrar adequadamente em nós as diversas dimensões humanas e, assim, ser feliz. De fato, a verdadeira felicidade consiste em nos religarmos ao projeto do Criador, unindo-nos cada vez mais a Ele e àquilo que desejou para nós. Somente dessa forma se pode afirmar que é possível ao cristão ser feliz ou bem-aventurado. A vocação à santidade é, portanto, vocação à felicidade! Aquele que vive em santidade, por sua vontade e contando com a benfazeja ação Deus, escolhe e recebe a graça de ser feliz.

Todos são convidados à vivência da santidade. Sim, todos! Santidade não é somente para alguns “iluminados”, especiais ou mesmo apenas para alguns “esquisitos” de mãos postas. Todos somos chamados a ser santos, porque todos somos chamados a ser felizes! Contudo, cada um deve corresponder a este chamado no horizonte próprio de sua existência, nos contextos em que está inserido e com as características do seu próprio ser. A ninguém é pedido ser feliz da mesma maneira que o outro, assim como ninguém é chamado a ser santo aos moldes de outrem. Cada um pode e deve corresponder à graça de Deus com aquilo que é e tem, realizando-se como pessoa à medida que busca realizar o plano de Deus em sua vida.

Papa Francisco reiterou, recentemente, na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (GE), que a convocação à santidade é para todos e que sua vivência é o “rosto mais belo da Igreja” (GE 9). “Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra” (GE 14). “Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade […]. Cada santo é uma missão, um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspecto do Evangelho” (GE 16), afirma o Pontífice.

A busca de cumprir a vontade de Deus, ao contrário do que se possa pensar, não nos tira aquilo que nos é próprio. “A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça. No fundo, como dizia León Bloy, na vida «existe apenas uma tristeza: a de não ser santo»” (GE 34), confirma o Papa. Em outras palavras, a santidade é um caminho que nos torna verdadeiramente humanos e plenos, realizados enquanto pessoas, felizes, bem-aventurados. Este é o grande sinal que cada um pode deixar para o mundo e para todas as pessoas que encontrar: o desejo comprometido e ativo de corresponder à graça d’Aquele que nos criou, vivendo em santidade.

A vocação de toda pessoa à santidade, no entanto, está ligada a Cristo. N’Ele, tem seu fundamento e sua razão de ser, e somente n’Ele pode ser adequadamente compreendida. “No fundo, santidade é viver em união com Jesus os mistérios da vida, consiste em associar-se de uma maneira única e pessoal à morte e ressurreição do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele” (GE 20). É Jesus Cristo o protótipo, o paradigma, o critério e parâmetro da busca de santidade de cada cristão. É Ele o Homem Novo que deve estar sempre no horizonte de nossos olhos, a nos inspirar a agirmos sempre como “homens novos”, recriados segundo Deus.

Ele mesmo instrui com Sua Palavra, indica um caminho de santidade, caminho que passa pelas via das “Bem-aventuranças”. Elas “são como que o bilhete de identidade do cristão. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia a dia da nossa vida. […] A palavra «feliz» ou «bem-aventurado» torna-se sinônimo de «santo», porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive Sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade” (GE 63-64). Em outras palavras, o caminho da santidade passa por vias que nos tornam “bem-aventurados”, ou seja, felizes, mesmo que haja dificuldades e sofrimentos nessa busca.

Partindo das proposições indicativas do Evangelho, mais especificamente das bem-aventuranças, é possível pensar que o chamado à santidade é, para cada pessoa, um chamado à felicidade, a vivermos como bem-aventurados! Cada uma das atitudes interiores e exteriores apresentadas nas bem-aventuranças – o desapego, a mansidão, a compaixão, a justiça, a pureza, a misericórdia, a paz, a autenticidade (Cf. Mt 5,1-12) – conduz-nos à nossa integração, à nossa essência mais profunda que restabelece em nós uma relação positiva e amorosa com Deus, com os outros e com nós mesmos. Aquele que busca, com o auxílio da graça de Deus e na medida de suas características próprias, estabelecer relações integradoras consigo mesmo, com o outro e com Deus, este é “santo”, e porque é santo, é feliz, bem-aventurado!

Por Diácono Josimar Baggio, scj, via Canção Nova

Download Best WordPress Themes Free Download
Download Nulled WordPress Themes
Free Download WordPress Themes
Download Premium WordPress Themes Free
free download udemy paid course
download xiomi firmware
Download Nulled WordPress Themes
free online course

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.